Inclusão digital

Ampliação e democratização do acesso

Nos últimos anos, a relação do brasileiro com a internet mudou significativamente. Com a pluralidade nas formas de acesso, o computador deixou de ser o meio preferencial e a conexão por meio de celulares e tablets ganhou espaço. Por sua vez, a parcela da população conectada à internet saltou de 41% em 2010 para 70% em 2018. Além das novas formas de conexão, a expansão das redes de telecomunicações em regiões remotas do Brasil contribuiu para o crescimento no número de usuários, ampliando assim o contato com a internet de brasileiros em diversas camadas sociais.

Nas classes sociais D/E, de renda mais baixa, apenas 13% das pessoas acessavam a internet em 2010. A partir de 2013, iniciou-se o processo de democratização da internet que, ano a ano, cresce significativamente, atingindo, em 2018, 48% das pessoas das classes D/E conectadas.

A democratização também aconteceu de forma geográfica. Em 2010, o Sudeste possuía 47% de sua população conectada, enquanto no Nordeste essa parcela era de apenas 28%, uma diferença de 19 pontos percentuais. A partir do processo de democratização da internet já citado, a disparidade foi reduzida para apenas 11 pontos percentuais. Em 2018, o Sudeste possuía 75% de sua população com acesso à internet, enquanto no Nordeste 64% dos habitantes estavam conectados.

Nas classes sociais D/E, de renda mais baixa, apenas 13% das pessoas acessavam a internet em 2010. A partir de 2013, iniciou-se o processo de democratização da internet que, ano a ano, cresce significativamente, atingindo, em 2018, 48% das pessoas das classes D/E conectadas.

A democratização também aconteceu de forma geográfica. Em 2010, o Sudeste possuía 47% de sua população conectada, enquanto no Nordeste essa parcela era de apenas 28%, uma diferença de 19 pontos percentuais. A partir do processo de democratização da internet já citado, a disparidade foi reduzida para apenas 11 pontos percentuais. Em 2018, o Sudeste possuía 75% de sua população com acesso à internet, enquanto no Nordeste 64% dos habitantes estavam conectados.

Android: porta de entrada

Nos últimos anos, a difusão e a democratização do acesso à internet foram impulsionadas pela adoção do smartphone como meio adicional ou principal de acesso. Portáteis e, em muitos casos, mais acessíveis, os smartphones conseguem realizar funções de conectividade de forma semelhante a um computador.

Com um maior número de usuários, os preços dos smartphones diminuíram constantemente, impulsionados pelos ganhos em escala de produção e a redução de custos de seus componentes, atraindo maior demanda. Da mesma forma, redes de telecomunicações ampliaram e melhoraram a qualidade de seu sinal para suprir a crescente demanda do mercado. A combinação de todos esses fatores proporcionou nos últimos anos um ciclo de retroalimentação positiva de crescimento do número de usuários, ampliação da conectividade, aumento das aplicações relevantes e diminuição dos preços graças à escala que o ciclo atingiu.

Somente nos últimos cinco anos, 24M de brasileiros foram introduzidos à internet por meio de um dispositivo Android. Entre os usuários de smartphone, 93% acreditam que o acesso trouxe um impacto positivo para a sua vida.

Android: porta de entrada

Por que o Android?

O Android contribui para esse ciclo por meio de um sistema operacional aberto gratuito, dinâmico e acessível:

  • O sistema operacional aberto gratuito possibilita que diversos fabricantes desenvolvam uma ampla gama de aparelhos com capacidade, funcionalidade e faixas de preço diferentes. O mercado é vasto e comporta desde modelos mais sofisticados, com preços que chegam a R$ 8.000, até modelos produzidos para o usuário que deseja uma experiência de conexão mais simples, com preços próximos de R$ 250. São esses modelos acessíveis que serviram de propulsores da inclusão digital, uma vez que 80% das pessoas das classes D/E pagam menos de R$ 1.000 pelo smartphone.
  • O Android também atraiu uma ampla comunidade de desenvolvedores e empresas de software. O sistema operacional aberto ajuda a criar um ecossistema altamente colaborativo entre seus integrantes. Para 83% dos desenvolvedores esse é um dos principais motivos para a escolha do sistema. Esse ecossistema colaborativo, junto com a massificação do Android, possibilitou o desenvolvimento de aplicativos que transformaram a sociedade e permitiram a criação de novas indústrias e formas de trabalho.
Por que o Android?
Internet: meios e hábitos

Internet: meios e hábitos

Hoje, 97% dos usuários no Brasil acessam a internet por meio de um smartphone e 51% a acessam exclusivamente dessa forma. Nas classes D/E, o smartphone possui um papel ainda mais significativo: para 83% dos usuários o smartphone é a única forma de acesso. Em estados como Acre, Piauí e Sergipe, mais de 70% da população digital usa apenas o smartphone para a conexão.

Dentre os usuários menores de 18 anos, 63% acessam a internet exclusivamente por meio do smartphone. Já para pessoas acima de 40 anos, 45% usam exclusivamente esse aparelho. Apesar da menor preferência pelo smartphone, as pessoas mais velhas tendem a estar cada vez mais digitalizadas. Os jovens, por sua vez, também devem manter sua preferência pelo smartphone mesmo ao envelhecer. Assim, espera-se que a importância do smartphone no acesso à internet se consolide ainda mais com o passar do tempo.

Internet: meios e hábitos

Hoje, 97% dos usuários no Brasil acessam a internet por meio de um smartphone e 51% a acessam exclusivamente dessa forma. Nas classes D/E, o smartphone possui um papel ainda mais significativo: para 83% dos usuários o smartphone é a única forma de acesso. Em estados como Acre, Piauí e Sergipe, mais de 70% da população digital usa apenas o smartphone para a conexão.

Dentre os usuários menores de 18 anos, 63% acessam a internet exclusivamente por meio do smartphone. Já para pessoas acima de 40 anos, 45% usam exclusivamente esse aparelho. Apesar da menor preferência pelo smartphone, as pessoas mais velhas tendem a estar cada vez mais digitalizadas. Os jovens, por sua vez, também devem manter sua preferência pelo smartphone mesmo ao envelhecer. Assim, espera-se que a importância do smartphone no acesso à internet se consolide ainda mais com o passar do tempo.

Internet: meios e hábitos

Usos do smartphone

O smartphone tem se tornado um item importante na cesta de consumo dos brasileiros. O gasto médio com os aparelhos varia bastante nas diferentes classes sociais, assim como os motivos de troca de aparelho. A diferenciação no comportamento de consumo também é observada entre as diferentes faixas etárias dos usuários. Para o público mais jovem, a troca é motivada por quebra ou roubo, enquanto o público de mais idade busca upgrades em seus aparelhos. Com relação ao gasto com smartphone, percebe-se três grupos etários distintos. Os jovens até 24 anos são os que menos gastam dentre os grupos, o que se verifica em todas as classes sociais, devido à menor independência financeira do grupo. Nas classes A e B, com maior poder aquisitivo, nota-se que o público entre 25 e 39 anos é o que mais gasta na compra do smartphone – cerca de 15% a mais do que o público acima de 39 anos. Nas classes C e D/E, no entanto, não há diferenciação significativa de gasto entre os dois grupos de idade.

Usos do smartphone

Os smartphones também influenciam os hábitos de consumo dos brasileiros. Cerca de 36% dos usuários de smartphone contratam serviços de assinatura como Netflix, Amazon Prime, Spotify, Deezer e Globoplay, entre outros. Vale destacar que a Globoplay é uma plataforma de conteúdo digital brasileira que tem apresentado crescimento expressivo desde o seu lançamento.

Quanto mais digitalmente maduro é o usuário, maior a chance de contratação desses serviços de assinatura. Cerca de 40% das pessoas inseridas há mais de cinco anos no ambiente digital assinam algum desses serviços, enquanto apenas 25% dos usuários que estão na internet há menos tempo os contratam. No entanto, o gasto mensal é semelhante entre os dois grupos, representando em média R$ 45.

Em relação à compra online de produtos por meio de smartphones, usuários digitalmente maduros compram com mais frequência e gastam um valor cerca de 5,5 vezes maior nessas transações quando comparados a usuários recentes.

A crescente digitalização da população vem acompanhada da digitalização de diversos serviços públicos. Hoje, cerca de 75% dos serviços públicos federais já são total ou parcialmente digitais. A popularização do smartphone contribui para essa transformação. Quase 60% dos usuários de smartphone utilizam o aparelho para ter acesso a serviços públicos. Documentos oficiais como carteira de trabalho, carteira de motorista e CPF, por exemplo, já podem ser utilizados de forma digital com o smartphone. Hoje, já há mais de cem aplicativos de distintos órgãos do governo voltados a facilitar o uso de serviços públicos pela população e a aumentar seu acesso à informação. É o caso do Viva Bem, lançado pelo Ministério da Saúde para ajudar na rotina do paciente que faz uso contínuo de medicamentos. Na educação, o EduCapes, dá acesso a um vasto acervo de textos, livros, videoaulas e outros objetos de aprendizagem.

Em meio à pandemia da Covid-19, o smartphone foi, de novo, uma porta de acesso da população a importantes benefícios financeiros concedidos pelo governo. O Auxílio Emergencial, por exemplo, foi disponibilizado com um processo 100% digital.

O smartphone transformou a forma como as pessoas vivem e organizam suas atividades. Hoje, 90% dos usuários utilizam o aparelho todos os dias. Quando analisamos o uso do smartphone pelo brasileiro, vemos que a comunicação (incluindo a troca de mensagens) continua a ser uma das principais finalidades do aparelho, seguida pelo acesso a redes sociais. Um outro grupo de funcionalidades indicadas como importantes – e que mostram como o uso do aparelho hoje transcende o propósito original de comunicação de um telefone e agrega valor em diversas esferas relevantes – inclui atividades até então feitas de forma presencial ou por um computador convencional. Nesse grupo entram atividades como educação, finanças pessoais, leitura de notícias, fotografia, lazer e navegação com o uso de mapas.

Frequência de uso e importância por atividade no smartphone

Fonte: Smartphone user survey

Comentários de usuários sobre o impacto do smartphone no dia a dia:

Trabalho

“Meu smartphone tem um impacto muito grande, sem ele seria muito difícil eu ter uma boa renda vendendo roupas em casa/sacoleira, sem ter loja física. Uso Instagram, Facebook, WhatsApp para divulgar fotos das roupas, promoções, tudo… Uso esses meios também para marcar horários com clientes, realizar vendas. Para tudo a respeito do meu trabalho, o meu smartphone é essencial”.
Relato de usuária de smartphone de 23 anos, classe social B

Educação

“Graças ao smartphone os cursos online ficaram muito melhores. Pessoalmente, me deu outro estilo de vida… tenho uma filha cadeirante e os cursos online auxiliam no seu estudo. Isso sim impactou nossas vidas”.
Relato de usuária de smartphone de 52 anos, classe social D/E

Serviços públicos

“Em termos de serviços públicos, bancários e mobilidade, meu smartphone teve impacto muito grande. Eu usufruo muito, sempre uso os documentos digitais como CNH, título de eleitor, carteira de trabalho e outros.”
Relato de usuário de smartphone de 37 anos, classe social C

Aceleração digital

Nos dias de hoje, o papel do digital se tornou mais importante do que nunca. A pandemia e o distanciamento social levaram a mudanças na vida das pessoas – que substituíram atividades presenciais por alternativas online. Em um momento de tantos desafios, observa-se a aceleração de uma transformação que já vinha ocorrendo e o início de uma nova era, na qual os brasileiros estarão ainda mais conectados.

A frequência e a diversidade de usos do smartphone cresceram: 70% dos consumidores afirmam ter aumentado o tempo gasto no smartphone durante a pandemia. Mais de 60% dos consumidores intensificaram o uso de plataformas de comunicação e redes socias como YouTube, Facebook, Instagram, WhatsApp e TikTok. Pela primeira vez, 46% dos consumidores assistiram a uma “live” em seu celular. Essa nova atividade foi experimentada por pessoas de diferentes idades, e não apenas pelos jovens. Dentre os consumidores acima de 55 anos, 33% viram sua primeira live durante a quarentena.

A importância relativa de compras online cresceu significativamente. Durante o período de isolamento, 34% dos consumidores brasileiros fizeram seu primeiro pedido de delivery de comida via aplicativo. Dentre aqueles que já utilizavam aplicativos de delivery houve um aumento do gasto nesse canal, assim como em compras via WhatsApp.

Pagamentos móveis também cresceram rapidamente, especialmente nas classes sociais mais baixas, reforçando o importante papel do digital em contribuir para a democratização do acesso a alguns tipos de serviços.

Aceleração digital

Serviços essenciais como educação e saúde passaram a ser utilizados de forma digital por milhares de pessoas. Desde o início da pandemia, 28% dos consumidores participaram de seu primeiro curso online e 17% fizeram sua primeira consulta médica virtual usando o smartphone. Empresas migraram para setups virtuais e, como consequência, 19% dos consumidores reportaram o uso de softwares de trabalho virtual pela primeira vez via smartphone.

O aumento de pessoas realizando pela primeira vez as atividades citadas é notado em todas as classes sociais e faixas etárias, apontando a relevância das novas formas de uso. Isso reforça a tendência de que muitas das mudanças observadas nesse período da pandemia vieram para ficar. Além disso, a maioria dos consumidores acredita que manterá suas novas atividades após o fim do período de isolamento, em especial o uso de online banking e serviços de delivery de comida.

Outra tendência observada é o impacto do smartphone na vida de pessoas cuja renda foi impactada pela pandemia: 32% dos consumidores afirmam ter começado a usar o smartphone como meio de suplementar a renda. Vendas de produtos em redes sociais ou sites especializados, aulas online e aplicativos de entrega são alguns dos exemplos mencionados por essas pessoas, que em muitos casos se reinventaram durante o período da pandemia com o apoio da tecnologia.