Impactos

Introdução

O ecossistema do smartphone é composto de indústrias associadas ao hardware, ao software e à conectividade. Em cada uma dessas indústrias há negócios com aspectos econômicos e sociais para os quais o Android contribui de forma direta e, ainda, negócios que foram viabilizados pelo ecossistema indiretamente.

A figura abaixo apresenta o amplo mapa de impacto do Android. Quanto mais perto do centro, considera-se que mais direta é a influência do Android em aspectos econômicos e sociais das cadeias representadas. Camadas mais externas incluem uma gama maior de negócios, porém seu impacto torna-se menos atribuível ao Android. Dessa forma, a atribuição direta do impacto econômico e social da plataforma considera os níveis 1 e 2 da figura abaixo.

Introdução
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Em 2019, dentro do ecossistema de smartphones, a plataforma Android contribuiu para uma geração de receita estimada em R$ 136B nas empresas diretamente envolvidas. Esse valor representa cerca de 2% do PIB brasileiro em 2019. Além disso, estima-se que 630 mil empregos estejam na cadeia de valor direta em torno da plataforma Android, aproximadamente 35% dos trabalhadores na indústria de tecnologia e telecomunicações.

Além do impacto direto, um montante adicional expressivo de receitas e de empregos é gerado por empresas viabilizadas pelo ecossistema do smartphone. Como exemplo, vemos os aplicativos para transporte privativo urbano, serviços de entrega e bancos digitais. Esses negócios são viabilizados pela cadeia que se inicia com a venda de aplicativos e serviços de desenvolvimento, seguida pelos negócios de vendas e publicidade dentro do aplicativo.

Hardware

De maneira simples, podemos dizer que o hardware é o aparelho fabricado para o usuário. Do conceito até o aparelho finalizado, é preciso percorrer uma longa cadeia de valor que abrange desde a extração de matéria-prima, passando pela montagem do aparelho, até a disponibilização para que o usuário o compre. Além do aparelho propriamente dito, a cadeia de hardware integra uma série de outros negócios de serviços associados, como a disponibilização de seguro para o aparelho, serviços de reparo e venda de acessórios.

Desde 2002, quando a Blackberry lançou o primeiro smartphone, o mercado brasileiro, que é bastante dinâmico, viu a chegada e a saída de diversos players do setor. Dentre os 13 principais fabricantes atuais, 8 entraram no mercado brasileiro depois daquele ano. Hoje, são vendidos cerca de 50M de dispositivos por ano no Brasil. Isso equivale a dizer que 1 de cada 4 brasileiros comprou um smartphone novo no último ano. As vendas representam 56% do total da América do Sul.

Números da indústria de hardware

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Ao longo de seus quase 20 anos de história, os smartphones passaram por muitas transformações que alteraram significativamente suas funcionalidades e formas de utilização. Ao dispormos, lado a lado, a primeira e última geração de smartphones de uma mesma linha, é possível observar os significativos avanços que o aparelho teve ao longo dos anos.

Evolução do hardware

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Essas evoluções tecnológicas possibilitaram o aumento da capacidade de processamento e das funcionalidades do aparelho, permitindo que os smartphones realizem praticamente as mesmas funções de um computador. Além disso, hoje em dia o smartphone também faz o papel de diversos outros aparelhos eletrônicos, como dispositivos de ouvir música ou câmeras digitais. Como exemplo, 89% dos usuários utilizam o aparelho para tirar fotos. Uma pessoa com um smartphone mais sofisticado consegue capturar fotos e vídeos de altíssima qualidade, armazená-los automaticamente na nuvem para evitar perdas e ainda editar o conteúdo de maneira rápida e simples e compartilhá-lo nas redes sociais em poucos minutos.

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Conectividade

Conectividade é a habilidade de estabelecer uma conexão e de se comunicar com outros computadores, equipamentos eletrônicos, softwares ou, ainda, a internet. Os serviços de conectividade são fornecidos pelas empresas de telecomunicações e viabilizam negócios como o de infraestrutura e o de manutenção de rede.

Evolução do acesso ao serviço móvel

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No Brasil, a conectividade móvel teve início com a rede analógica 1G, instalada nos anos 1980 e restrita à transmissão de voz.

A rede digital 2G chegou ao país na década de 1990. Apesar de rudimentar para a troca de dados, a rede estabeleceu parâmetros usados até hoje em ligações de telefones móveis. A tecnologia 2G já dava importantes passos, permitindo a troca de mensagens de texto via SMS.

A rede 3G, responsável pela popularização da internet móvel, teve início no Brasil em 2004. O 3G permitiu o acesso a recursos de multimídia, realização de videochamadas, acesso a sites, e-mails, download de vídeos, jogos online, entre outras atividades incorporadas na rotina dos usuários. A velocidade, porém, era baixa.

A rede 4G, conhecida como rede LTE (Long Term Evolution), chegou ao Brasil em 2013. Hoje, o 4G é a rede de dados móveis mais popular do país, com 95% da população e 88% dos municípios cobertos. Sua rápida expansão é uma conquista significativa, visto que em 2016  apenas 19% dos municípios brasileiros possuía cobertura 4G.

A rede 4G desempenhou um papel essencial na democratização do acesso à internet no país. Foi o advento do 4G que impulsionou a expansão da rede móvel instalada para regiões mais distantes e a redução do custo do serviço móvel prestado por operadoras.

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Software

O sistema operacional de um smartphone, como por exemplo o Android, permite que aplicativos sejam instalados no aparelho, possibilitando diversas atividades, desde o uso de uma simples calculadora até o acesso a mapas e tráfego na cidade em tempo real.

Essa gama de aplicativos é viabilizada por uma robusta indústria de aplicativos mobile, compreendendo:

  • Empresas de aplicativos, aquelas que criaram seus negócios a partir de aplicativos
  • Empresas tradicionais que contratam desenvolvedores mobile
  • Companhias que desenvolvem aplicativos para outras empresas, as Software Houses

Novos modelos de trabalho

Com a expansão do ecossistema de software, novas profissões e formas de trabalho tornaram-se possíveis. Com isso, dois tipos de força de trabalho ganharam tração na sociedade: a dos envolvidos no desenvolvimento de aplicativos (programadores, designers, testers etc.) e a da “gig economy”, composta de trabalhadores temporários, autônomos e freelancers (motoristas, entregadores, vendedores, professores) que trabalham em aplicativos.

O desenvolvimento de aplicativos mobile requer uma série de atividades realizadas por pessoas em diferentes funções. A título de simplificação, neste relatório iremos nos referir a esse grupo diverso de indivíduos como desenvolvedores.

Desenvolvedores de aplicativos compõem uma força de trabalho que, no Brasil, ainda é relativamente recente. Nela, mais de 75% dos trabalhadores exercem a atividade há menos de cinco anos. A seção Desenvolvedores traz mais detalhes sobre esse grupo.

No Brasil, a força de trabalho da gig economy cresceu vertiginosamente nos últimos anos com a chegada de empresas de tecnologia como Uber, iFood, Rappi, Hotmart, GetNinjas e DogHero, entre outras. Apenas o iFood, empresa brasileira que atua no delivery de comida, possui 83 mil entregadores cadastrados no país.

A gig economy pode criar oportunidades tanto para quem busca se recolocar no mercado de trabalho como para quem deseja apenas complementar a renda. Em certos casos, e dependendo da atividade, dá ao trabalhador um controle maior sobre a carga horária e a escolha de clientes – e, ao empregador, flexibilidade na contratação e redução de encargos trabalhistas. Em outros casos, pode trazer desafios para os trabalhadores e riscos ao próprio modelo.

Por fim, vale notar que o crescimento das plataformas de e-commerce demanda novos colaboradores para diferentes funções, reformulando a dinâmica de trabalho no varejo.

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