Futuro

Hardware

Na história do hardware, percebe-se que, à medida que novos dispositivos e funcionalidades são lançados, o preço dos aparelhos existentes cai, tornando-os acessíveis para mais pessoas. Esse movimento deve continuar ocorrendo – de forma que, no futuro, uma parcela maior dos usuários terá acesso a funções hoje restritas a smartphones mais sofisticados. Isso se aplica especialmente a melhorias dos processadores, telas e câmeras dos aparelhos, que proporcionarão aos usuários uma experiência muito melhor ao ler notícias, assistir vídeos e jogar games em seu smartphone, por exemplo. A mesma dinâmica de preços se aplica aos acessórios e outros dispositivos relacionados ao smartphone.

As próximas evoluções dos aparelhos tendem a estar associadas à jornada da realidade virtual e da realidade aumentada (VR e AR). No caso de jogos, espera-se uma maior diversidade de conteúdos/tipos de jogos e uma experiência de imersão mais próxima da realidade. No caso de aplicações industriais, as evoluções do hardware permitirão, por exemplo, treinamentos interativos online por meio do smartphone. Ao apontar a câmera do smartphone para diversas partes de uma máquina, um técnico industrial poderá receber instruções escritas na tela sobre como fazer a manutenção de cada um dos componentes.

Hardware

Os avanços tecnológicos de hardware para atender os novos usos de smartphone permitiram que novas aplicações fossem criadas. Como exemplo, o reconhecimento de fala originado na indústria telefônica possibilitou o desenvolvimento de dispositivos inteligentes como o Google Home ou a Alexa. Dispositivos inteligentes conseguem entender a fala humana, transcrever para um comando escrito e executar o comando designado.

Novos avanços tecnológicos continuarão a acontecer, viabilizando a expansão da Internet of Things (IoT). É esperado que dispositivos como smartphones, wearables, drones e, mais adiante, carros autônomos e conectados à infraestrutura de cidades inteligentes desempenhem um papel ainda mais relevante em nosso futuro.

Como exemplo, os wearables, dispositivos tecnológicos que podem ser vestidos ou usados como acessórios, começam a ser mais difundidos a partir dos avanços tecnológicos de hardware. Esses dispositivos, como smartwatches (relógios inteligentes) e smartbands (pulseiras inteligentes), funcionam como sensores e têm funções de monitoramento que ajudam o usuário na busca de uma vida mais saudável, controlando seu gasto de calorias, nível de oxigênio no sangue, frequência cardíaca, entre outras funções. Os aparelhos também oferecem soluções como novos métodos de pagamento, acompanhamento de notificações, GPS ou lembretes. No futuro, espera-se que os wearables incorporem funções ainda mais importantes em áreas como saúde, educação, meios de pagamento etc.

Conectividade

Conectividade

Quase dez anos já passaram desde que o 4G foi lançado no mundo e as expectativas na atual década concentram-se na chegada do 5G. A rede já foi implantada em algumas regiões, como alguns países da Europa, na Coreia do Sul e nos Estados Unidos, porém com cobertura limitada.

A recente inclusão digital da população brasileira, o baixo custo operacional da rede 5G e o lançamento no médio e longo prazos de novos casos de uso incentivam a implantação da nova rede no Brasil. Espera-se que a rede 5G seja lançada em grande escala no Brasil no final de 2021 ou início de 2022, após o leilão de faixas de frequência mais altas do que aquelas utilizadas até aqui.

A expansão e consolidação da rede 5G trará melhor desempenho de conexão, ampliando a capacidade oferecida pelo 4G. A baixa latência (tempo de transferência de dados) é também uma das principais características da rede 5G.

No curto prazo, o 5G vai permitir principalmente a evolução das aplicações disponíveis em 4G, graças a uma conectividade com maior qualidade e rapidez. Como exemplo, a taxa média de download, que hoje é de 15-25mbps no horário de pico, pode aumentar em mais de dez vezes quando o 5G for implementado em larga escala. Isso vai impactar significativamente a experiência do usuário no dia a dia ao baixar arquivos, documentos e vídeos e jogos em seu smartphone.

Um outro exemplo mais próximo é a transmissão de vídeos com resolução 4k/8k, que possibilita uma qualidade de definição da imagem muito maior, com cores mais vibrantes e realistas. Hoje, já há dispositivos de hardware com essas resoluções, porém o consumo de capacidade por usuário é muito alto para uma rede 4G. Com o 5G, mais pessoas poderiam assistir ao mesmo tempo um jogo de futebol ao vivo com a resolução de 4k/8k e ter uma sensação muito mais próxima à experiência de estar no estádio.

No médio prazo, as transformações viabilizadas pelo 5G tendem a ser mais profundas e incluir uma diversidade maior de casos de uso. No caso das aplicações IoT que vão se beneficiar do 5G, um exemplo de médio prazo seriam as aplicações relacionadas à infraestrutura urbana, como semáforos inteligentes para melhorar o monitoramento do trânsito em tempo real.

Também mais adiante na jornada do 5G, outra tendência que deve se disseminar é o Edge Computing. Esse é um modelo que busca aproximar os usuários das fontes de processamento, reduzindo assim a latência percebida pelo usuário e melhorando sua experiência. À medida que mais pessoas adotam hábitos digitais, como trabalho remoto, colaboração virtual, transmissão de vídeo e jogos online, o volume de dados aumenta, assim como a demanda por velocidade para que os usuários tenham uma boa experiência. Isso gera a tendência de ter sites de processamento distribuído mais perto de onde os dados são gerados, viabilizando casos de uso que se beneficiam da baixa latência.

Software

Software

Quando clientes avaliam um produto ou serviço, o que estão avaliando é seu valor percebido. Os  “elementos de valor” – atributos fundamentais e únicos – para os consumidores podem ser classificados em quatro categorias: funcional, emocional, transformacional e transcendental.

  • Os elementos da base da pirâmide visam satisfazer necessidades funcionais como informar, simplificar ou poupar tempo.
  • No patamar seguinte, encontramos as necessidades que envolvem elementos emocionais como bem-estar, diversão e entretenimento.
  • A terceira camada é dedicada a elementos de mudança de vida como motivação ou autorrealização.
  • No topo da pirâmide está o elemento associado a autotranscendência.

Ao observarmos os principais modelos de negócios surgidos com o ecossistema de aplicativos possibilitados pelo smartphone, é possível constatar que esses modelos começaram atendendo o primeiro nível da pirâmide, resolvendo necessidades funcionais. Gradualmente, os negócios evoluíram para o segundo nível, atendendo necessidades emocionais.

Negócios como 99, Nubank, iFood, Revelo ou Hotmart compartilham valores que encontramos nessas camadas, como redução de esforço, variedade, qualidade, simplificação ou ganho em tempo, entre outros.

A contínua evolução do ecossistema aprofunda o atendimento das necessidades funcionais e emocionais dos clientes e gradualmente tem criado modelos de negócios que avançam para os níveis superiores da pirâmide.

Alguns exemplos de modelos de negócios que têm criado valor nas camadas superiores são os aplicativos de meditação, comunidades de apoio motivacional ou até de arrecadação de dinheiro para instituições de caridade por meio da prática de atividades físicas.

A empresa Gympass, por exemplo, oferece aos usuários benefícios corporativos que inicialmente compreendiam o acesso a academias de ginástica, escolas de dança, estúdios de ioga. Mais recentemente, a empresa disponibilizou outros benefícios em sua plataforma, como consultas com psicólogos e programas de meditação via aplicativos mobile de parceiros. Dessa forma, a empresa atua de forma central no elemento emocional bem-estar, físico e mental, mas abrange também elementos da categoria de mudança de vida.

Já a empresa Joyz criou uma rede social destinada a auxiliar pessoas em situação de vulnerabilidade social, além de ONGs e abrigos. Por meio do aplicativo, que funciona de forma parecida com o Instagram, o usuário pode doar para uma causa que seja de seu interesse. Com isso, a empresa atua de forma central no elemento autotranscendência, na categoria de impacto social, mas toca elementos inferiores da pirâmide, como afiliação e pertencimento.

Espera-se que novos modelos de negócios, baseados e suportados em aplicativos, continuem a atender cada vez mais as necessidades complexas do consumidor.