Desenvolvedores

Conhecendo o desenvolvedor

Desenvolvedores de aplicativos mobile são parte de uma nova e crescente força de trabalho que cria, testa e programa aplicativos. Hoje, 69% desses profissionais se identificam como do gênero masculino e 29% do gênero feminino. Além disso, a força de trabalho é jovem – 60% dos desenvolvedores estão abaixo dos 30 anos de idade – e está concentrada na região Sudeste, com 65% dos desenvolvedores, seguida de Nordeste e Sul, com 12% e 11%, respectivamente.

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A atividade de desenvolvedor permite o autoaprendizado e estimula o constante crescimento do profissional. Cursos de programação online, comunidades, fóruns e colegas são as principais fontes de conhecimento que permitem que o desenvolvedor se qualifique e avance na carreira. O perfil autodidata explica o fato de que quase 50% dos desenvolvedores não possui ensino superior completo. Até mesmo nas horas vagas os desenvolvedores aplicam-se no aprimoramento das habilidades. Semanalmente, 46% dos profissionais passam em média quatro horas programando como hobby.

A atividade de desenvolvedor mobile é nova e com intenso crescimento recente. Vê-se que quase a metade dos profissionais do mercado, cerca de 45%, são desenvolvedores há menos de dois anos, subindo para 78% ao considerarmos aqueles que iniciaram sua trajetória nos últimos cinco anos.

Em média, 35% dos profissionais possui carteira assinada; contudo, é comum encontrarmos muitos autônomos nesse mercado, grupo que compõe 30% do total de desenvolvedores. Esse percentual é significativo se comparado às demais indústrias nas quais profissionais autônomos, em média, representam 25% de sua força de trabalho.

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Plataformas de desenvolvimento

Assim como na inclusão digital, o Android também é uma porta de entrada muito importante para o mundo da programação. Cerca de 78% dos desenvolvedores iniciaram sua jornada com o Android e a plataforma continua sendo relevante ao longo da carreira dos desenvolvedores. Hoje, 80% deles trabalham com Android e 60% com iOS.

Apesar de programar em múltiplas plataformas, o tempo dedicado para cada uma é diferente. Na média, os desenvolvedores brasileiros dedicaram no último ano 66% do seu tempo total de programação ao Android, enquanto 26% do tempo foi dedicado à plataforma iOS e 8% às demais. Além de passar a maior parte do tempo em desenvolvimento na plataforma Android, 73% dos desenvolvedores brasileiros a consideram como a principal.

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Android como plataforma de programação

Quando questionados sobre a importância das diferentes funcionalidades para uma plataforma de desenvolvimento, os profissionais indicaram a atração de novos usuários, o auxílio na melhoria da qualidade de serviços e a ajuda na retenção de usuários como as funcionalidades mais importantes. Já como menos importantes se destacaram a baixa necessidade de investimento para desenvolver e publicar um aplicativo, a diversidade de linguagens disponíveis e a possibilidade de publicar um aplicativo em versão beta.

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Segundo os desenvolvedores, a plataforma Android e a iOS satisfazem os critérios de maneira distinta.

A plataforma Android foi considerada preferível quando o desenvolvedor busca ferramentas de apoio para o desenvolvimento. Funcionalidades como disposição de tecnologia Open Source, publicação beta, baixo investimento e um ecossistema rico e repleto de recursos foram bem avaliadas para o Android. Além disso, a plataforma se destaca com melhor avaliação para a atração de novos usuários, em sinergia com a maior aquisição de smartphones Android pela população.

Já a plataforma iOS foi considerada preferível quando o objetivo do aplicativo é o retorno financeiro adequado versus investimentos de desenvolvimento do aplicativo e ao se considerar a segurança de distribuição dos aplicativos.

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Impacto econômico

A procura por desenvolvedores qualificados é crescente e a transição entre empresas é frequente. Cerca de 35% dos desenvolvedores com até dois anos de experiência já mudou de empresa e, para desenvolvedores com até cinco anos de experiência, esse número chega a 50%.

Segundo os próprios desenvolvedores, o mercado é atrativo por questões financeiras e qualitativas. Vê-se que, financeiramente, espera-se um salário bruto mensal médio aproximado de R$ 2.750 no primeiro ano de trabalho, podendo evoluir até uma média aproximada de R$ 4.750 no quinto ano. Entre profissionais com mais de dez anos de experiência, a remuneração média aproximada é de R$ 11.750 e 30% possui remuneração média mensal entre R$ 10.000 e R$ 20.000, enquanto 25% atinge remuneração maior do que R$ 20.000.

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Além da remuneração, outros aspectos foram bem avaliados pelos desenvolvedores. Entre os principais destacam-se a alta possibilidade de crescimento, tanto na carreira de desenvolvedor mobile quanto na carreira de desenvolvedor de softwares, e a grande demanda por mão de obra. Como contraponto, os desenvolvedores reforçam a necessidade de afinidade com raciocínio lógico de programação para destacar-se na carreira.

Comentários de desenvolvedores sobre o impacto na melhoria da qualidade de vida

“O salário de desenvolvedor me possibilitou ter acesso a uma qualidade de vida, consumo e entretenimento muito diferente da que antes tinha.”
Relato de desenvolvedor Android de 35 anos, classe social C

“O meu emprego impactou muito na minha qualidade de vida, fez eu saber o que de fato é trabalhar com o sorriso no rosto sem me preocupar com a remuneração.”
Relato de desenvolvedor Android de 24 anos, classe social D/E

“Antes eu ganhava apenas uma bolsa e a renda da minha família era baixíssima, pois meus pais são desempregados. A bolsa dava somente para os meus gastos da universidade. Quando iniciei a carreira pude ganhar mais dinheiro e ajudar minha família financeiramente, além de ter mais oportunidades de lazer.”
Relato de desenvolvedor Android de 27 anos, classe social B

Em geral, programadores estão satisfeitos e avaliam muito bem a carreira. Isso pode ser constatado por meio do Employee Net Promoter Score, o eNPS. Quando questionados sobre o quanto recomendariam a carreira para um amigo ou colega, 49% afirmaram que recomendariam e 12% responderam que não recomendariam, resultando em um eNPS de 36, versus uma média de 29 para as principais empresas americanas de tecnologia. O número sobe para 52 quando traçamos um panorama composto apenas por pessoas que estão na carreira há mais tempo.

Outro fator constatado é a variação do eNPS entre as plataformas de desenvolvimento. Observa-se que para os desenvolvedores que preferem Android, o eNPS é de 40, enquanto que para os que preferem iOS é de 20.

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Além disso, profissionais de outras áreas estão migrando para a carreira de programador. Hoje, aproximadamente 30% dos profissionais vieram de outras atividades. Entre eles, 80% apontam melhoria na qualidade de vida e perspectiva de crescimento e 50% recomendariam a carreira para seus amigos.